quinta-feira, 22 de abril de 2010
Stop and Stare.
'Esta cidade está mais fria agora, eu acho que ela está cansada de nós. Acordar todos os dias e sentir saudade dos outros, não faz exatamente um bem à alguém. Perceber que todos que estavam aqui, não estão mais, não é algo que te traz um sorriso no rosto. É hora de nos movermos. É hora de nos tornarmos melhores, de aceitar as coisas e se adaptar a elas. Eu estou desenferrujando. Me livrando de dores, me livrando de 'traumas', me livrando de tudo que antes me deixava parada, no ponto morto. Meu coração pertence a qualquer lugar, menos aqui. Fugir nunca foi a solução. Mas não estou fugindo, estou procurando outras coisas para me preocupar, outras coisas que possa aprender, ampiando as possibilidades para novas escolhas, novas consequencias, novas realidades. Eu estou olhando fixamente para dentro de mim mesmo. Me encontrar, enfim, é necessário. Se hoje em dia, conhecer os outros é impossível, conhecer a si próprio passa a ser algo primordial. Contando os anos. Contando as horas, os minutos, os segundos. Dizem que o tempo cura tudo, mas quem vai curar a falta do tempo? Mãos firmes, apenas tomam o controle. Olhares condenadores, te colocam a um passo da desistência. E cada olhar está me matando. Cada culpa está me afundando e são os desejos que ainda me fortificam. Hora de fazer um último apelo, pra conduzir a minha vida. Fazer as coisas por impulso agora é normal. Agir sem pensar e ver sem olhar é corriqueiro. Ninguém mais para, pensa e age. Agora a gente age, para, pensa e arrepende. O arrependimento, sim, se tornou um sentimento alheio, desconhecido. Ninguém mais se arrende por si, se arrepende pelo o outro. Pare e olhe. Nem tudo foi vivido, e muito ainda está por vir. Se fazer um novo começo lhe parece impossível, não tente adivinhar o seu fim. Eu acho que eu estou me movendo mas eu não vou a lugar nenhum. Se o céu for o seu limite, talvez o esse lugar já tenha sido deixado pra traz a muito tempo. Se desviar de objetivos e esquecer de suas metas, faz de você uma pessoa vazia, uma pessoa sem preenchimento. Eu sei que todo mundo tem medo. E quem não tem? Mas o medo nada mais é do que uma vírgula, pondo uma pausa na história da sua vida, até que você perceba que ela é desnecessária, é inutil e a apaga! Mas eu me tornei o que eu não posso ser. E voltar atrás pode parecer retroceder, piorar; mas não é. Deixar de ser, de acreditar ou de viver alguma coisa não é a pior coisa do mundo, quando se adimite que estava errado. Me questionar às vezes, pode funcionar. Me ver como os outros e me avaliar diariamente, pode fazer de mim uma pessoa melhor. Você começa a se perguntar por quê você está aqui, não lá. E quando acho uma pergunta sem resposta, me calo, me aquieto e me deixo levar. Há certas coisas que a gente não sabe, não entende. Ou entende e não aceita. E você daria qualquer coisa para conseguir o que é justo, mas justo não é o que você precisa realmente. Porque às vezes, nem tudo que julgam justo me parece certo. E é ai, que eu aceito, sem entender! Você pode ver o que eu vejo?'
segunda-feira, 12 de abril de 2010
E faço das lembranças, um lugar seguro.
De blusa de frio, calça moleton e meia nos pés! Não estou com tanto frio assim, mais com essa gripe, é como se estivesse. Meu olho tá inchado, meu cabelo todo desarrumado e eu estou super cansada. Não dormi nada a noite, fiquei lendo livro boa parte da madrugada e hoje acordei sem lembrar o que sonhei. Isso é ruim.
To decepcionada, to cansada e to me acostumando a me sentir assim. É difícil quando se tem a confirmação de que, NÃO, nada é como você passou a vida inteira pensando que era. Ou quem era. É triste ver que as pessoas banalizam coisas e assuntos que pra mim é fundamental, essencial; e elas conseguem acabar com isso por motivos que não justificam e que não se compara a tudo aquilo que já se passou, que já se viveu, que se dividiu.
Tem horas que eu desejo ser outra pessoa, não fisicamente, mais pensar diferente, pensar como todo mundo. Mas não consigo. Não consigo me 'trair'; é como dizem: é o meu jeito! Às vezes me acho muito contraditória. Ao mesmo tempo que super valorizo alguma coisa, outras eu simplesmente não me importo. E eu queria me importar menos com as pessoas que não se importam comigo. Queria pensar menos nelas, e no que elas fizeram. Mais não consigo, não posso. Não posso porque ainda gosto delas e ainda quero acreditar que elas vão mudar, ou re-mudar. Melhor, vão voltar a ser quem eram antes. Mais eu sei que não, a maioria não volta. E era ai que eu queria só virar as costas e continuar. Só isso.
Ver mais uma amiga 'ir embora' me deixa triste, mais não me assusta. Me assustaria a alguns bons meses atrás, mas devido ao que vivi, presenciei e percebi, estou certa agora que as pessoas mudam - seja pra bem ou pra mau. Mas é aí que a gente costuma perceber quem vai ficar aqui, intacta, ao meu lado. Porque é agora que eu mais preciso e é agora o momento que mais pessoas se afastam de mim. Mas tudo bem, é como diz a frase de Caio Fernando de Abreu: 'Quis morrer de novo, engoli mais uma rejeição. Mas estou vivo, e sinto muito, vou continuar!' E com todos essas idas e vindas, me refugio nas lembranças e na espera de que tudo volte um dia a ser como era, ou que de alguma forma melhore e me faça melhorar. 'E faço das lembranças, um lugar seguro...'
E eu vou continuar (:
To decepcionada, to cansada e to me acostumando a me sentir assim. É difícil quando se tem a confirmação de que, NÃO, nada é como você passou a vida inteira pensando que era. Ou quem era. É triste ver que as pessoas banalizam coisas e assuntos que pra mim é fundamental, essencial; e elas conseguem acabar com isso por motivos que não justificam e que não se compara a tudo aquilo que já se passou, que já se viveu, que se dividiu.
Tem horas que eu desejo ser outra pessoa, não fisicamente, mais pensar diferente, pensar como todo mundo. Mas não consigo. Não consigo me 'trair'; é como dizem: é o meu jeito! Às vezes me acho muito contraditória. Ao mesmo tempo que super valorizo alguma coisa, outras eu simplesmente não me importo. E eu queria me importar menos com as pessoas que não se importam comigo. Queria pensar menos nelas, e no que elas fizeram. Mais não consigo, não posso. Não posso porque ainda gosto delas e ainda quero acreditar que elas vão mudar, ou re-mudar. Melhor, vão voltar a ser quem eram antes. Mais eu sei que não, a maioria não volta. E era ai que eu queria só virar as costas e continuar. Só isso.
Ver mais uma amiga 'ir embora' me deixa triste, mais não me assusta. Me assustaria a alguns bons meses atrás, mas devido ao que vivi, presenciei e percebi, estou certa agora que as pessoas mudam - seja pra bem ou pra mau. Mas é aí que a gente costuma perceber quem vai ficar aqui, intacta, ao meu lado. Porque é agora que eu mais preciso e é agora o momento que mais pessoas se afastam de mim. Mas tudo bem, é como diz a frase de Caio Fernando de Abreu: 'Quis morrer de novo, engoli mais uma rejeição. Mas estou vivo, e sinto muito, vou continuar!' E com todos essas idas e vindas, me refugio nas lembranças e na espera de que tudo volte um dia a ser como era, ou que de alguma forma melhore e me faça melhorar. 'E faço das lembranças, um lugar seguro...'
E eu vou continuar (:
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