quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

'Liberte suas inibições' ♪

'E enquanto ela andava pela rua era como se todos os ruídos ao seu redor sumissem, como se os carros não existissem e como se os rostos estranhos não lhe encomodassem. Ela se sentia bem e isso sim importava. Chovia mesmo com o sol ainda brilhando e com os fones no ouvido ela andava de acordo com a música, ela vivia de acordo com a vida.' Oh my God, quanta dramatização para descrever que uma pessoa estava andando feliz pela rua enquanto ouvia uma música, não? É, realmente, e essa pessoa sou eu (THARAM!). Um dia desses passei por uma situação dessas, porém sem toda essa narração minuciosa e detalhista. Estava eu andando pela rua em um dia não menos itediantes que os outros quando tenho a minha mais brilhante idéia: que tal ouvir uma música? Pego o meu foninho, plugo no meu celular e procuro uma música aleatória qualquer. Qualquer uma que eu queira e esteja com o saco de ouvir naquele momento. Passando, próxima, pula essa, proooonto, essa mesmo que eu quero ouvir. Não sei quanto as outras pessoas mas eu tenho um certo ritual musical onde a música tem que se encaixar perfeitamente ao momento em que estou vivenciando. Como eu classifico cada música com o seu devido momento eu não sei, só sei que vou passando as músicas até eu falar 'ah, essa sim!' ¬¬' Bom, voltando ao meu momento público vergonhoso, escolhi enfim a música adequada da qual eu não me lembro agora, observei qual era o foninho left e qual era o right e coloquei nas respectivas orelhas. Volume 20 por favor (tá, aprendi com a Jéssica que isso é prejudicial, mas eu andando sozinha pela rua com uma caixa de sucrilhos na mão, pede um música bem alta.) E a música bem alta pediu automaticamente um clipe básico. Quem não sabe o que é clipe, eu explico. Sabe quando você está dentro de um onibus ouvindo uma música bastante apaixonada e todos os seus neuronios se juntam com os seus nervos em um mesmo trabalho: o de deixar voce com uma cara de retardado olhando pela janela do onibus e balbuciando palavras aleatórias da música pensando que tá cantando baixo e de preferencia com a mão no vidro da janela. Sim, fazer clipe nada mais é do que voce ouvir uma música e pensar que foi contratado pelo cantor para interpretar o papel de sofredor ou seja lá o que a música pede. Pois é, recaptulando: eu andando sozinha pelo centro com uma caixa de sucrilhos na mão e com a música bem alta só podia resultar em que? Em clipe lógico. Continuei andando como se eu estivesse em alguma rua bastante movimentada e todos estivessem olhando para mim. Olho para os lados e balanço a cabeça seguindo os acordes do violão e mexo os dedos de acordo com as batidas da bateria. E para encrementar a minha incenação o que acontece? CHOVE! Yes, começou a chover. Em um movimento gracioso abro minha bolsa e tiro de lá um guarda-chuva preto. Mudo a música, alguma mais apropriada para o mode: CHUVA. Achei, fecho os olhos e respiro fundo. E o respirar fundo é daqueles bem de filmes mesmo sabe, aqueles de alívio por ter se demitido de uma empresa depois de ter sido humilhada por seu chefe bebado ou por ter conversado com aquele homem gato no elevador sem nenhuma falhada aparente. A única diferença é que eu não tinha nenhum desses motivos, tudo o que eu tinha era uma caixa de sucrilhos na mão. Mas também posso dizer que tinha algum tanto a mais de idiotice naquele dia, uma dose que talvez não foi usada nos dias anteriores e resolveu aparecer tudo ali, naquela hora. Descendo a rua a chuva foi engrossando e senti que a única coisa que meu guarda chuva estava protegendo ali era a minha cabeça e nada mais. Quaquer pessoa normal (e foi o que todas que estavam na rua fizeram) procuraria algum lugar pra se esconder daquela tempestade mesmo que ainda estivessem com sombrinha (é só eu e minha mãe que ainda usa essa palavra?). Mas eu não, eu era uma pessoa com alta dosagem de idiotice e falta de senso sendo altamente impulsionada pela música a continuar naquela porcaria de chuva dando continuação ao meu clipe. E lá vai eu andando sem nem ao menos me importar pelo barro na minha calça e muito menos com a minha reputação de pessoa desprovida de doença mental sendo ali julgada. Mas é engraçado, agora que paro pra pensar e analisar cada um dos meus movimentos e meus olhares 43 me envergonho sim. Mas na hora acho que não poderia acontecer algo melhor, algo que me deixaria melhor (só se aparecesse um elevador na minha frente com um gato dentro ¬¬) . Ó pode ser bastante 'coisa que só idiotas fazem' mas é que faz bem de vez enquando. Não é uma regra voce colocar uma música, estar chovendo ou estar com uma caixa de sucrilhos na mão. Mas deveria ser uma regra fazer alguma coisa que te dê vontade, na hora que dê vontade e não se importar com quem tá ali te olhando e tentando decifrar o que tá passando na sua cabeça (e também de xingando de retardada). É que fazendo clipe ou não, às vezes a gente vive demais pelos os outros, pela reação e pela opinião deles e esquece de fazer o que mais nos agrada. Eu só tava ouvindo a música que eu queria, andando na chuva porque eu queria e sentindo os sentimentos que isso despertava em mim e foi muito bom! E ainda bem que não é nenhum tipo de pecado fazer clipes enquanto ouve música, porque se não eu (e a maioria dos meus amigos) estaria ferrada. Até porque quem não gostaria de que sua vida fosse digna de trilha sonora, com todos aqueles efeitos cinematográficos capazes de fazer um simples momento arrancar lágrimas ou risadas de qualquer um? Quem não gostaria de ter algum trecho da sua vida narrada com detalhes e contada minuciosamente na voz do Cid Moreira? (HAHA) Só vou me lembrar de não fazer isso em público com tanta frequência quanto gostaria.
'E chegando em casa toda molhada guardou o seu guarda-chuva e pode sentir uma certa paz. Naquele mesmo dia anoite, deitou e pensou na sua tarde e de como ela provavelmente pareceu idiota aos olhos alheios mas por algum motivo ela não se importou. Ela se sentia bem e isso sim importava. Fechou os olhos e dormiu, agora melhor do que nunca.'



Tenho quase certeza de que era essa música que estava ouvindo. Também né, que letrinha mais bonitinha *-* digna de clipe! HAHA. (Unwritten - Natasha Bedingfield) - ERA PRA TER UM VÍDEO AQUI, MAS MINHA FALTA DE PACIÊNCIA NÃO DEIXOU ELE CARREGAR! - (:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O retardado do quarteirão de cima. (@ViniciuusX)

Conhecia ele desde quando era pirralha. Ele era um retardado que corria atrás de combis querendo santinhos de políticos juntamente com o meu irmão. Nunca fui muito com a cara dele, pra falar verdade eu nem lembrava que ele existia (momento: eu te humilho!). É sério, é aquelas pessoas que não cagava nem fidia, entende? Até que um dia surge um recado no meu orkut (na época eu ainda nao considerava isso como um milagre) de quem? Do Vinicius. Um recado muito tocante, emocionante e que passava bastante sentimento, dizia: 'Oi, quer fazer EJC?'. ¬¬' Quer dizer né, o EAC foi tão importante na minha vida que eu sempre esperei algo mais emocionante que isso no meu convite para o EJC. Respondendo a toda cordialidade do garoto, mandei: 'Quero, como que eu faço?' * leia isso com bastante raiva e com um sotaque de manow * Feito toda aquela histórinha de mandar nome e dados completos esperei não ansiosamente para o dia do EJC. Não tava tão animada, porque né, são três dias, pô. Mas olha só quem se surpreendeu? Cansei pra caramba, realmente, mas valeu cada minuto ter ido lá. E veja só, esse foi o primeiro episódio que o estranho Vinicius me ajudou na minha vida. Estranho era o adjetivo pra ele naquela época. O menino ficava fazendo umas gracinhas tão idiotas, tão sem noção. Mas tá ai, eu também faço isso sempre. Raxava de rir dele e das coisas que ele fazia, olhava pro lado e não tinha quase mais ninguém rindo. :x Bom foi isso. Depois um encontro familiar dele na qual eu era uma intrusa nos aproximou, porque foi quando eu fiquei sabendo de uma paixão dele e fui então ajuda-lo, como uma boa pessoa que sou. Depois disso pude perceber que ele é um completo retardado, crítico, palhaço e que fazia piada de tudo. A partir dai viramos amiguxos forever (peloamordeDeus, haisuhsiuahsi). Ele me faz rir a todo instante, me passa raiva, me ouve, me xinga, me elogia, me ama (hasiusahi, to aproveitando que o blog é meu e vou inventar um monte de coisa aqui), me adimira, me acha chata, odeia quando eu to estressada, me liga pra gente falar mal dos outros (é mentira vio, HAHA), faz teatrinho comigo, lê o meu blog (o único), me dá conselhos, é putão (kkkk, to brincando), faz piadas que eu acho graça justamente por nao ter graça, fala bordões de fubá (é nois que tá!), me dá presentinhos lindinhos (cruizinha, coqueiro, ursinho sapo manow jhow e Dacubarba que é o mais lindo de todos *-*), me acode quando eu fico com medo às 3:00 hrs da manhã e reza comigo, ve filmes ruins comigo (que é sempre ele que escolhe), fica bebado comigo (isso tinha que ficar em off ne?), faz coisa que ninguém mais tem coragem de fazer comigo (tipo fingir que está brigando no meio da rua, gritando sobre situações contrangedoras), é promoter como eu (nossas festas bombam muito), me ajuda com os garotos (o assédio ne, hasiuhaiuhaia), fica intrigado comigo com tanta falta de amizade nesse mundo, vem aqui pra porta de casa e fica horas e horas conversando fiado comigo sobre todas as coisas do mundo (e sobre a vida de todo mundo. e quem disse que tem que ser vizinho pra fazer fofoca?) e um monte mais de coisas.
Ele não exigiu esse post só pra ele mas jogou várias indiretas via msn. Então resolvi fazer. Mas que fique bem claro @viniciuusX que você não vai ganhar nenhum depoimento no orkut nesse ano de 2011 (castigo, haha). E que tenha ficado bem claro aqui também a sua importancia, a sua singularidade!


Homenagem: Vinicius, meu amiguinho.. tu tu ta tu ta ri ta tu ri pa.
Parabéns Vinicius, por ser meu amigo! :D (tá, tá, tá.. obrigada também! ^^)

2010 memories.

31 de Dezembro 2010, o último dia do ano, tá chegando. Sei que é uma marca usada apenas pra facilitar a contagem dos tempos, mas mesmo assim tem um significado e um peso muito grande pra mim. Não pela data em si, mas pelas mudanças que aconteceram do último dia do ano passado até esse agora. Pra muita gente isso pode parecer besteira, pode parecer sentimentalismo exagerado ou até perca de tempo, mas eu acho realmente incrível como nós, seres humanos, estamos sujeitos a mudanças diante dos momentos de nossa vida. Somos vulneráveis demais pra nos classificar como alguém que nunca irá mudar suas opiniões, características ou personalidade. E não acho isso algo negativo, acho bastante necessário até. Deus perdoe aqueles que não aprendem com situações, que não tiram algo dos problemas, que não se deixam modelar pelas experiências da vida. E olhando pra trás eu percebi que eu mudei sim, de várias maneiras. E vendo isso eu pensei em fazer aqui um balanceamento pessoal de 2010.
Deus conhece a minha capacidade de memória e Ele sabe que não sou capaz de lembrar das coisas desde Janeiro com tanta precisão como gostaria. Mas eu consigo me lembrar de várias coisas que mesmo sem saber data e nem hora não altera o tamanho da importância que tiveram na minha vida.

- Primeiro dia do ano. Não dava nada pra 2010, nada mesmo. Foi sem dúvida a pior virada de ano que já tive em toda a minha vida. Foi uma coisa vazia, faltava alguma coisa ali. E como insistem em dizer que o que se faz no primeiro dia do ano se faz no restante dele, decretei já ali o meu 2010 como uma MERDA! E olha só quem se surpreendeu :D
- 05 de Janeiro foi o dia da menina que nem sabia o que era embreagem dirigir pela primeira vez. E dia 06 o dia que essa menina também descobriu que não estudaria na UFU pelo Paies.
- 07 de Janeiro a preta (@jessicaPCaixeta) foi embora pra Udia, e dia 25 a Mari (@MarinaCAlves). Me deixaram forever alone aqui. :/
- 31 de Janeiro a formatura do Leandro (@ElPortilho). Foi muito boa, engraçada e ele me zoa sobre ela até hoje. Ele insiste em me lembrar o quão tonta eu estava. Mas isso é mentira. (haha)
- Já em Fevereiro, dia 11, além do aniversário da branca Morghana (@morghanafurtado) ainda tinha um lindo motivo pra comemoração: passei na auto escola! o/ Ainda me lembro da minha pessoa andando sozinha na avenida chorando e fingindo que tava no celular pra ninguém pensar que fui espancada ou coisa assim. Era choro de felicidade, pô! :)
- E dia 12, começava o que? Começava o Carnaval! AAAÊ. Sério, foi muito bom. Durante 4 ou 5 dias (não me lembro) eu pulei, dancei, passei raiva e mais um monte de coisa. Ô Carnaval que deixou saudade ^^
- dia 17 tem uma nota na minha agenda: 'dou um passo pra trás, deixo voce ir!' - não consigo me lembrar o porque disso. ^~
- Fevereiro foi cheio das visitas ao Sandolanches e a Morghana foi a minha maior companheira nas divisões do X-duplo. Alguns milhões de quilos a mais.
- Em Março, dia 02, recebi a minha carteira de motorista. E acreditem até grudei o papel do correio na minha agenda pra eu nunca esquecer desse dia. Feliz não, deiiixa!
- Tinha várias dívidas em Março, uma vez que minha agente nesse mês só tem contas e mais contas. Decadência!
- 05 de Março fui pra Uberlândia. Dia 06 fiz o teste de inglês na agencia e passei. A partir desse dia eu nunca vi tanto papel pra se preencher na minha vida. Era o começo do que eu esperava pra esse ano. :x
- Março comecei a trabalhar na creche. Menininhos bonitinhos mais bem atentados. A partir dai soube o que é realmente ter sua cabeça doendo. Mas foi muito muito muito bom (:
- Dia 26 de Março, primeiro dia do encontro do EJC, que de certa forma, mudou minha vida! - Ou Santos ou nada! -
- Em Abril teve a Festa da Cidade, que foi lindo lindo. Teve algumas descobertas e eu em estado de choque mas de certa forma foi bom isso. o/
- Dia 29 de Abril mandei os papéis do AuPair. Só que eles voltaram, tive que fazer tudo outra vez e remandar ¬¬' (haja paciencia)
- Dia 05 de Maio comecei a trabalhar numa loja de artigos para festas, rodeadas por balas, doces e chocolates. Não me recordo o meu peso na época, mas eu sei que engordei muito desde que entrei la. :/
- Dia 30 de Maio foi dia que joguei tudo fora. Liberdade o/
- Em Junho eu certamente já estava invocada com OneRepublic, uma vez que minha agenda tá cheia de pedaços de músicas deles.
- Também em Junho, aqui em casa, aconteceu a festinha mais raxante que já presenciei 'CORAZON PARTIDO - a festa'. Com direito a muita bebida, danças de gogogirl por @morghanafurtado e pessoas que nunca vi na vida como convidados. Foi MUITO engraçado! haha
- Começou a Copa do Mundo. Vamo pular essa parte ne? #Decepção
- Julho foi o mês mais triste do ano pra mim :/ o amor da minha viida, meu nenenzinho tava muito mal, o Bobinho!
- Dia 13 de Julho, o meu anjinho morreu. Choro só de lembrar :/ #Bob
- Dia 8 de Julho, o dia que a medrosa perdeu o medo que a professora de quimica sempre me fez ter: fazer escova progressiva. *Sotaque baiano* - 'Porque esses produtos tem formol, o mesmo produto usado em mortos, e quando em exagero pode levar a pessoa a ficar careca, mais burra, afetar o cérebro e até ficar sem dentes, ouviram meninas?' / Pois é, minha vida toda fiquei com medo. Mas acabei fazendo! #JulianaWins
- Dia 31 de Julho, @morghanafurtado me deixou um recado na minha agenda que só vim a ver hoje (28/12/10): 'Ju legal e honesta, to escrevendo num dia aleatório pra que um dia, que não seja hoje, você ler. Ler que eu adoro você, muito, você é a preta mais gente boa que existe! Eu amo você, Morghana Furtado.' Ownt *-* que coisa linda, não?
- Agosto, dia 14, sábado. Recebi minha primeira e única ligação internacional. Millie, Massachusetts. Me iludi muito, mas no fim não deu certo. :/
- Setembro, 17. Meu aniversário de 19 anos. Doeu despedir dos 18. :x
- Outubro e Novembro, sai demasiadamente por ai, celebrando a vida ¬¬'
- Novembro descobrir o valor que tem as coisas, o valor que tem em poder ver essas coisas.
- Novembro teve vestibulares e idas a outras cidades para fazê-los. (:
- Dezembro, mês decisivo, mês pra aproveitar, mês do Reveillon Te Quero 2010. :D o/


Minhas memórias, que não são realmente memórias, diminuem de acordo com que também diminuía o meu saco de escrever na minha agenda. Coisas assim, datadas, sinceramente, só com a ajuda da agenda ou algo escrito. Mas não preciso de nada pra me lembrar que esse ano foi marcante. Não falo que foi melhor que um ou outro, porque acho que isso não existe. Todo ano tem alguma coisa pela qual ele merece ser lembrado. E esse, como todos os outros, tem milhões de motivos pra eu nunca esquecê-lo. Comecei o ano desacreditada, pedindo a Deus que mudasse minha vida, que eu pudesse finalmente viver intensamente. Comecei o ano com sonhos na cabeça e com a real intenção de persegui-los. Tinha tanta vontade de mudar, tanta vontade de viver coisas novas que não enxergava nada além daquilo. Mas também aprendi com o tempo que nem tudo que a gente quer é o melhor pra nós. Coloquei desde então, nas mãos de Deus os meus caminhos e confiei. E confio. Alias, confio Nele, porque a minha velha e já habitual mania de ter o pé atrás com todos e não confiar 100% em alguém ainda continua. Em exagero isso pode ser sim um defeito, mas também já me vi longe de problemas justamente por não confiar. E isso continua sim, mas não como antes. Melhor que não confiar em ninguém é saber em quem confiar. Tenho hoje, pessoas que confio cada segredo, cada sentimento, cada risada, cada momento. E vi que isso é muito bom, que isso alivia, que isso tira um pouco do peso de ter que carregar tudo sozinha. Amigos novos, amigos antigos. Em questão de amizade, esse ano se superou. Brigas com antigos, choros, desavenças, desentendimentos... normal né? Não foi. Nunca fui de brigar com amigos e quando isso acontece, é sério, não é nada normal. Mas passou, olha só! E gente nova chegou, amigos novos apareceram... intervenção divina, talvez? Porque não? Me fizeram um bem danado, isso sim! E ainda fazem. Nesse ano também vivi como uma filha única, já que os dois irmãos estão morando fora. E olha, se alguma vez na minha vida desejei ser filha única, desconsidero isso totalmente agora. Dá saudade da casa mais cheia, dos quartos bagunçados, das brigas sem motivo, das piadas contadas, do almoço com todo mundo junto. Dá saudade. Papai e mamãe trabalhando e eu em casa sozinha, ter que arrumar a casa, que martírio. Dá pra aprender muita coisa quando está sozinha. Aprendi por exemplo, que não é tão legal assim ficar sozinha de vez em sempre, como eu achava lá no comecinho do ano.
2010. Chorei por alguém, sorri sozinha, quase morri de rir com piadas sem noção, ri de problemas meus, chorei de dor, conheci outros lugares, conheci outras pessoas, perdi um pouco da vergonha, arrisquei mais, me senti mal, senti como se nunca fosse conseguir, me senti aflita, senti medo, senti alegria intensa, descobri que o céu me acalma, fiquei mais fria em questão de sentimentos, errei, aprendi com erros, me arrependi, exagerei, fui idiota com as pessoas, senti saudade, senti coragem, senti felicidade, fui mal entendida, fui querida, fui amada, amei, aprendi, li, vi seriado, chorei muito com seriado, sai com os amigos, cantei, dancei, pulei, tomei chuva, gritei, morri de raiva, estressei, conversei sozinha, ganhei presentes lindos, tomei preguiça de pessoas, aprendi a perdoar, dirigi, bebi, conversei, fiz vestibular, fiz planos pro futuro, realizei planos que tinha, corri atrás de sonhos, não realizei todos os sonhos, tentei até o final, cansei, perdi e também me enchi de esperança, ouvi pessoas, pessoas me ouviram, ajudei, fui ajudada, aprendi o significado e o peso de cada pessoa na minha vida, soube reconhecer as coisas importantes e as insignificantes também. Em 2010, me respeitei mais, me conheci mais, me cobrei mais e vivi mais. Talvez nesse ano, tenha corrido atrás daquela 'intensidade' de que tanto queria, e acho que consegui, pelo menos um pouco.
Mesmo assim.. que 2011, seja ainda mais intenso.

A caixinha da felicidade!

Funciona mais o menos assim: você acorda por algum motivo que não deveria existir, levanta e percebe que não tem o café da manhã que voce tanto queria tomar. Esse seria o principio de um dia que parece que não vai mais acabar. Sim, não adianta, o dia que voce levantou pra ficar estressada, você vai realmente se estressar. Seja com uma discussão familiar ou até mesmo com uma folha fora do lugar. Eu, particularmente, já me cansei de procurar desculpas pros meus ataques frenéticos que, vou deixar bem claro, não são tão frequentes quanto pareça. Tenho comigo a seguinte filosofia: hoje você vai acordar pra cuspir fogo, pra se irritar com qualquer pessoa mais chata que voce e pra chutar qualquer móvel que estiver na sua frente no ápice da raiva.
E ontem mesmo experimentei o delicioso sabor de um desses dias. Entrei no msn e encontrei ali a vítima, aquele que em algum momento de nossa conversa iria discordar de alguma das minhas opniões e pronto (BOOM), a fera foi solta. E como se não bastasse o meu celular acaba a bateria... e cadê o meu carregador, em? Ah sim, vale ressaltar aqui também uma das regras fundamentais do stress: coisas importantes sempre sumirão quando você mais precisar delas quando você estiver sob o efeito do stress. E porque comigo haveria de ser diferente, né? Resultado: Sem carregador = sem celular = incomunicável = Juliana super-hiper-mega estressada. Bom, seguindo esses fatos catastróficos não preciso também falar que machuquei o pé, recebi más notícias e tomei chuva (até porque isso deve acontecer com todo mundo em um bad day). Mas em um certo ponto do dia eu percebi que precisava sair daquela onda maligna de stress, preciva me libertar (fala que eu te escuto!). O que eu fiz e o que recomendo? Vá até o supermercado mais próximo com alguma quantia em dinheiro, ande pelas gôndolas olhando atentamente cada produto e imaginando-o sendo vítima de seus desejos alimentícios mais profundos. Pronto, foi o que eu fiz. Sai do supermercado carregando uma caixa de sucrilhos e um grande (e até então desaparecido) sorriso no rosto. Batizei aquela caixinha ali como 'minha caixinha de felicidade'.
Quando cheguei em casa eu fui pensar sobre o meu dia cheio de momentos caóticos. E olha só, percebi que o que mais me estressou foi realmente o fato de eu estar estressada. Não consigo aceitar o fato de que tudo me irrita de tal maneira que me tira do sério, e isso, me faz ficar mais estressada ainda. E o que mais me surpreendeu foi que achei o meu alívio em uma caixa de sucrilhos, quer dizer né...
Então é isso, o que tirei desse dia é que: ficar sem celular me irrita, ficar estressada me estressa e que sempre vou achar a saída em alguma coisa que esteja com muita vontade de comer. E se continuar seguindo essas conclusões, daqui a 30 anos serei uma velha com cinco celulares, super estrassada por estar estressada e obesa. Não, pelo amor de Deus, não! Tchau, stress. (:

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sobre a saudade.

Sentir saudades é tão comum quanto qualquer outro sentimento existente. Querer ter de volta algo ou álguem é tão normal quanto querer que o tempo parasse. Mas o fato de ser comum ou ser normal não altera também o fato de que ela dói. A saudade quando vem pode trazer reações diversas, sentimentos multiplos. Pode se olhar uma foto e suspirar pela falta, gargalhar pelo momento ou até chorar pela perda. A saudade não é um sentimendo ruim, muito menos um sentimento isolado. Saudade é um sentimento que só existe se ali, existisse antes algum outro sentimento. Alegria intensa, amor demasiado, momentos divididos, são sentimentos que antecedem o da saudade, justamente por terem sido de alguma forma memoráveis.
A saudade é uma coisa que arranca lágrimas, que te faz sentir um aperto no peito e uma vontade imensa de poder controlar o tempo e voltar atrás. A dor da falta de pessoas, do dia em que você se sentiu a pessoa mais feliz do mundo, do cheiro daquele momento, da música que tocava no dia mais importante da sua vida ou até daquela noite deitada sob o céu estrelado. Maior, menor, melhor ou mais simples, tanto faz... a saudade não sabe nada sobre isso. E nós não sabemos nada sobre a saudade. Só o que sabemos é que ela existe e isso, além de saber, nós sentimos.
Não acredito que saudade seja um sentimento ruim. Eu acredito que não se sente saudade de momentos ou pessoas que não foram de forma alguma marcantes. Como eu disse, pra existir a saudade antes existiu o amor. E o melhor é que mesmo com a saudade esse amor não acaba, porque, se verdadeiro, ele resiste, ele insiste. Até porque, eu também acredito, que sentir saudades é um jeito de amar. E eu acredito que a saudade exista para nos fazer reconhecer quem é importante ou quem nos faz tanta falta.
A gente não sabe nada sobre a saudade. O que sabemos é que ela existe, que ela machuca como marteladas no coração, que ela dói como a perda de um membro do nosso corpo, como a perda da alma.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A música e o pensamento jovem.

Música. Pra mim, sem exagero nenhum, é essencial. E sinceramente, acho que pra muitas pessoas também. Música faz bem, ajuda o corpo e a alma e sobre a veracidade disso ninguém discute, já que é algo comprovado científicamente. Além dos variados benefícios oferecidos pela música também é variado a forma e batida nela contida. Hoje em dia escuta-se de tudo (sem nenhuma exceção). Quer escutar algo relaxante, aquelas músicas de deitar no sofá e se imaginar em uma praia totalmente deserta, só você, um coco e o sol? Tem. Quer ouvir uma música que vai fazer você se sentir uma pessoa sem índole nenhuma, que vai te tratar como um objeto sexual somente (a maioria das pessoas que ouvem músicas desse tipo é porque gostam ne) e vai descrever cada parte do seu corpo com adjetivos nenhum pouco delicados? Tem (infelizmente, na minha singela opnião). Quer ouvir uma música que te trás na memória momentos lindos passados ao lado de uma pessoa que você tanto amou e hoje não está mais com você? Tem (também popularmente conhecidas como 'música de corno') Quer ouvir uma música que falam palavras que parecem que foram sortiadas aleatoriamente sem nenhum sentido e enfileiradas de modo que virou uma melodia legal e um cantor foi lá e gravou mesmo assim? Tem. Quer ouvir uma música que a voz do cantor é um grande mistério e é escondida por baterias e baixos e solos de guitarra? Tem. Ok, já entendenram o que eu quero passar, certo? A variedade de músicas existentes. Mas pra cada variedade dessas, existem o público para tal. E o público hoje abordado são os histéricos, diversificados, diferentes e tão difíceis de descrever: jovens! Certo, se você está pensando 'ah, isso nem é difícil não!' é porque certamente não está pensando no geral, em todos os jovens. O que quero dizer, é que não adianta eu falar trinta anos sobre como eu odeio funk se para outros ele faz algum sentido, desperta alguma emoção (como, meu Deus?). Não adianta eu me perguntar como os jovens são tão conformados musicalmente que não procuram algo além de Justin Bieber ou Restart, se existem sim, jovens que choram com a letra de tais cantores. A coisa aqui é que precisamos admitir que não exite alguém certo ou errado, existem os gostos musicais. E só. Sim, afirmando isso, também estou dizendo que músicas de rock paulera são interessantes, funks também, clássico também, jazz também, pop também... enfim, as músicas são igualmente apreciadas por pessoas diferentes. O que podemos fazer aqui é, sem tirar a importancia dos demais estilos, analisar o tipo de música mais ouvido pelos jovens (e deixar bem claro, que não faço parte dessa maioria - não completamente). Ok, se formos analisar o jovem baseando-nos nas músicas que ouvem, descobriremos (não com muita surpresa) que são pessoas sensíveis e que dá um valor imenso ao amor. Sim, é o amor o principal protagonista dessas melodias melosas e sofridas. 'Ah, você se foi e depois disso o meu mundo desabou', 'você é tudo que eu tenho, sem você prefiro morrer' ou 'eu vou te esperar pra onde quer que eu vá' são frases comuns em músicas assim. O que nos leva a pensar que mais pra frente estaremos sentados em frente a TV, assistindo ao jornal anunciar mais uma pesquisa do IBOPE falando sobre o brusco aumento da taxa de suicídio jovem no país. Se não se matarem pela a pessoa que os deixaram, vão se matar pelo cantor que nem dá bola. Isso mesmo, além de pessoas altamente infectadas pelo o vírus do amor, são também pessoas que depositam no famoso e estiloso e tão desejado cantor a imagem de homem/mulher perfeita. E tem o seu pequeno mundinho destruído quando descobrem que o ídolo nem sabe da sua existencia. Triste fim para um jovem, não? Mas para muitos outros, músicas representam fases. A fase roqueira (de usar pulseirinhas pretas e uma crosta de lápis nos olhos), a fase pop (de usar coisas descoladas e que lembram a Avril Lavigne), a fase emo ('colorido' resume ne?)... enfim, fases em geral, e que por ser fase haverá um dia que ela irá embora (ou se não, será uma fase eterna). Bom, esse será um texto sem conclusão nenhum, uma vez que a conclusão deveria apontar uma saída, uma luz no fim do túnel, certo? Mas é que, concordando ou não com todos os estilos musicais, não há nenhum problema aqui. 'Gosto' é um assunto que não cabe discussão ou imposição de opinião. Cada um tem o seu e pronto. Talvez sim, haja o problema do exagero, do fanatismo com o cantor ou banda, de não saber diferenciar o seu mundo com o dele. Mas isso não é um problema meu (haha, eu sei que sou miserável e que o Ryan Tedder nunca vai saber que sou extremamente apaixonada por ele e por sua capacidade incrível de escrever músicas que me chamam a atenção! :/) e espero que o poder do 'senso' em cada jovem os faça sair dessa fase horrível e vergonhosa pela qual estão passando. Então, queridos amigos jovens, coloquem seu fone nos ouvidos(porque ninguém merece música coletiva),mantenham bem rente ao chão os seus lindos pés e curtam as músicas que esse vasto poder cultural nos deu.

Fim do ano.

Hoje me lembrei que tinha um blog e que costumava usá-lo até achar algo mais interessante na internet. Fui tentar entrar mas eu tinha esquecido a senha. Lá vai eu clicar em todas aquelas coisas chatas do tipo 'esqueci minha senha' e receber mil emails me falando como ter devolta meu blog. Mas confesso que valeu a pena. Juro que sem a ajuda das postagens do blog eu não conseguiria me lembrar de como já fui uma completa retardada ainda esse ano. Consegui enxergar claramente todas aquelas fases que (não adianta negar) todo mundo tem. Passar por fases do tipo: eu estou tremendamente arrasada porque todo mundo que eu mais gostava me virou as costas e por isso estou quase me matando por estar me sentindo muito sozinha. Ok, posso ter exagerado um pouco nessas palavras porque nem na minha pior das depressões usaria um tipo de linguagem tão apelativa e desesperada quanto essa (mas quis). Mas frases de emos a parte, todo mundo vive tempos assim. E falando e colocando-as em pauta como estou hoje não me deixa imune de tê-las novamente (então, por favor, não me condenem quando eu colocar alguma frase bem parecida com um 'último adeus' ou alguma música sertaneja em qualquer que seja o veículo de comunicação usado). E depois de quase morrer de rir e também depois de descobrir que no sofrimento eu escrevo bem melhor (esse texto é uma prova disso, porque hoje eu estou tão feliz) eu vi a grande diferença que aconteceu em tão pouco tempo. Não digo diferenças físicas, porque essas, nem dez anos na academia resolveram (quem dirá o fato de sentar em frente o computador e escrever coisas em um blog?), mas diferenças pessois, diferenças internas, diferenças (cade a merda da palavra que eu quero falar!).. ok, acho que deu pra entender. Tá bom, não foram mudanças tão consideráveis assim, até porque tudo que escrevo depende do meu estado de espírito e não considero 'felicidade' (o que eu estou agora) o mais constante deles. Mas não me baseando em texto nenhum, baseando só no que eu quero me basear mesmo, eu sei que eu mudei pra caramba. E todas essas mudanças me levaram a lembrar que estamos em dezembro, o último mês do ano. No msn fui indagada por @viniciuusX o que o fim do ano representava pra mim. Nem todo mundo da importancia ao FIM do ano, porque depois do fim é COMEÇO de outro. E ninguém quer saber do que acabou, do que já era né (já diz aquela frase de nick de orkut de fubá: 'Quem gosta de passado é museu.'). Mas eu já penso diferente, o fim do ano pra mim chega a ser algo quase que angustiante às vezes. É quase que olhar pra trás, ver tudo que já vivi, tudo que já sorri, já chorei, já odiei, já amei, já perdi, já encontrei e não poder alcança-los. Parece até uma coisa muito dura de se fazer devido a saudade que isso dá, mas também tem os seus lados positivos. Quer dizer, nesse blog que criei no começo do ano eu escrevia sobre sonhos, intrigas, saudades, arrependimentos e alegrias que hoje não existem mais. Digo, não os mesmos, não pelos mesmos motivos. E é bom isso, acho eu. Ver mudanças, ver transições em si mesmo. Saber que aquela dor que você sentiu durante muito tempo, passou. Te leva a pensar: Porque com essa dor de agora vai ser diferente? Não sei, pode não fazer sentido, mas eu gosto de olhar pra trás e ver tudo isso. Depois que passa a gente vê tudo mais diferente, com outros olhos, talvez, agiria até de outra maneira nessa mesma situação agora. Outra coisa interessante no fim do ano, é o balanço que se pode fazer das pessoas em sua vida. É engraçado pensar que em 2009 eu considerava um 'zé ninguém' aquele que hoje é uma pessoa essencial na minha vida (tô generalizando, o sujeito 'zé ninguém' pode ser usado pra qualquer um que eu nem conhecia em 2009, ok, procuradores de indiretas de plantão?). E também o contrário, pessoas super importantes que de certa forma e por algum motivo, perdeu um pouco ou todo o seu valor. E é isso que me faz acreditar ainda mais que a vida é feita de momentos, só isso. Sem aquela histórinha de 'pra sempre' ou de 'nunca mais'. A gente não controla, não adianta. Acontecem coisas diariamente numa relação (qualquer que ela seja) e dessas coisas quase sempre surge uma reação, uma consequência. Se essa consequência vai ser o afastamento de alguém, a aproximação de outro ou qualquer outra coisa, ninguém sabe! É a lei natural da vida, certo?
Mas ao ser perguntada por @viniciuusX sobre a importancia do fim do ano pra mim, ele também pediu que eu focasse o lado bom disso (porque ele sabe que tenho tendência a sempre ver o lado dark das coisas, como uma ótima crítica que sou!). E lado bom do fim do ano não existe? Quer dizer, tá acabando um ciclo e irá começar outro. Mas o lado bom dessa frase é de total responsabilidade do começo do novo ano. Novo ano sim, tem vários pontos positivos facéis de se achar. Todo mundo renovado, com esperanças novas, idéias geniais, lista de desejos completa. Então acho que muita gente se perde no meio do ano e no fim dele a maioria está esgotada. Mas o fim de ano deveria sim ter seu brilho. Eu por exemplo, só consigo me lamentar pela chegada dele, mas não me arrependo de nada que o começo e o meio do ano me trouxeram. Mais um fim de ano, mais um ano vivido. Também dá a impressão de estar ficando mais velho, né? E estamos mesmo. E pra mim é a melhor parte do fim do ano, quando as pessoas percebem isso, percebem que o tempo não para quando ela para pra dar uma dormidinha no meio da tarde, não para quando ela deixa de fazer o que quer hoje pra fazer semana que vem, não para quando ela maltrata um amigo e pretende fazer as pazes no mês seguinte. É quando o fim do ano chega pra dar uma sacudida na gente, dar um alerta, que me interessa! Dói ver que tá passando, mas também abre os olhos e o coração para uma diversidade de experiências e momentos que a gente simplesmente deixa passar por achar que ainda tem tempo demais. E infelizmente, ou não, muita gente percebe isso só no fim do ano e vai descontar tudo nas boas e velhas promessas do ano novo.
Então é isso, posso tá sendo até meio idiota, como muitas outras pessoas também estão, porque fim de ano é só uma data marcada pra se ter algum controle sobre a contagem dos tempos, né? Quer dizer, todo mundo devia saber que o tempo passa rápido todo dia, não só no último dia do ano. Mas enquanto muitas ainda levam em consideração o calendário anual para arrumar ou estragar sua vida, vou levando esse significado do fim de ano pra sempre: FIM de mais uma etapa, que tal uma nova vida?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Stop and Stare.

'Esta cidade está mais fria agora, eu acho que ela está cansada de nós. Acordar todos os dias e sentir saudade dos outros, não faz exatamente um bem à alguém. Perceber que todos que estavam aqui, não estão mais, não é algo que te traz um sorriso no rosto. É hora de nos movermos. É hora de nos tornarmos melhores, de aceitar as coisas e se adaptar a elas. Eu estou desenferrujando. Me livrando de dores, me livrando de 'traumas', me livrando de tudo que antes me deixava parada, no ponto morto. Meu coração pertence a qualquer lugar, menos aqui. Fugir nunca foi a solução. Mas não estou fugindo, estou procurando outras coisas para me preocupar, outras coisas que possa aprender, ampiando as possibilidades para novas escolhas, novas consequencias, novas realidades. Eu estou olhando fixamente para dentro de mim mesmo. Me encontrar, enfim, é necessário. Se hoje em dia, conhecer os outros é impossível, conhecer a si próprio passa a ser algo primordial. Contando os anos. Contando as horas, os minutos, os segundos. Dizem que o tempo cura tudo, mas quem vai curar a falta do tempo? Mãos firmes, apenas tomam o controle. Olhares condenadores, te colocam a um passo da desistência. E cada olhar está me matando. Cada culpa está me afundando e são os desejos que ainda me fortificam. Hora de fazer um último apelo, pra conduzir a minha vida. Fazer as coisas por impulso agora é normal. Agir sem pensar e ver sem olhar é corriqueiro. Ninguém mais para, pensa e age. Agora a gente age, para, pensa e arrepende. O arrependimento, sim, se tornou um sentimento alheio, desconhecido. Ninguém mais se arrende por si, se arrepende pelo o outro. Pare e olhe. Nem tudo foi vivido, e muito ainda está por vir. Se fazer um novo começo lhe parece impossível, não tente adivinhar o seu fim. Eu acho que eu estou me movendo mas eu não vou a lugar nenhum. Se o céu for o seu limite, talvez o esse lugar já tenha sido deixado pra traz a muito tempo. Se desviar de objetivos e esquecer de suas metas, faz de você uma pessoa vazia, uma pessoa sem preenchimento. Eu sei que todo mundo tem medo. E quem não tem? Mas o medo nada mais é do que uma vírgula, pondo uma pausa na história da sua vida, até que você perceba que ela é desnecessária, é inutil e a apaga! Mas eu me tornei o que eu não posso ser. E voltar atrás pode parecer retroceder, piorar; mas não é. Deixar de ser, de acreditar ou de viver alguma coisa não é a pior coisa do mundo, quando se adimite que estava errado. Me questionar às vezes, pode funcionar. Me ver como os outros e me avaliar diariamente, pode fazer de mim uma pessoa melhor. Você começa a se perguntar por quê você está aqui, não lá. E quando acho uma pergunta sem resposta, me calo, me aquieto e me deixo levar. Há certas coisas que a gente não sabe, não entende. Ou entende e não aceita. E você daria qualquer coisa para conseguir o que é justo, mas justo não é o que você precisa realmente. Porque às vezes, nem tudo que julgam justo me parece certo. E é ai, que eu aceito, sem entender! Você pode ver o que eu vejo?'

segunda-feira, 12 de abril de 2010

E faço das lembranças, um lugar seguro.

De blusa de frio, calça moleton e meia nos pés! Não estou com tanto frio assim, mais com essa gripe, é como se estivesse. Meu olho tá inchado, meu cabelo todo desarrumado e eu estou super cansada. Não dormi nada a noite, fiquei lendo livro boa parte da madrugada e hoje acordei sem lembrar o que sonhei. Isso é ruim.
To decepcionada, to cansada e to me acostumando a me sentir assim. É difícil quando se tem a confirmação de que, NÃO, nada é como você passou a vida inteira pensando que era. Ou quem era. É triste ver que as pessoas banalizam coisas e assuntos que pra mim é fundamental, essencial; e elas conseguem acabar com isso por motivos que não justificam e que não se compara a tudo aquilo que já se passou, que já se viveu, que se dividiu.
Tem horas que eu desejo ser outra pessoa, não fisicamente, mais pensar diferente, pensar como todo mundo. Mas não consigo. Não consigo me 'trair'; é como dizem: é o meu jeito! Às vezes me acho muito contraditória. Ao mesmo tempo que super valorizo alguma coisa, outras eu simplesmente não me importo. E eu queria me importar menos com as pessoas que não se importam comigo. Queria pensar menos nelas, e no que elas fizeram. Mais não consigo, não posso. Não posso porque ainda gosto delas e ainda quero acreditar que elas vão mudar, ou re-mudar. Melhor, vão voltar a ser quem eram antes. Mais eu sei que não, a maioria não volta. E era ai que eu queria só virar as costas e continuar. Só isso.
Ver mais uma amiga 'ir embora' me deixa triste, mais não me assusta. Me assustaria a alguns bons meses atrás, mas devido ao que vivi, presenciei e percebi, estou certa agora que as pessoas mudam - seja pra bem ou pra mau. Mas é aí que a gente costuma perceber quem vai ficar aqui, intacta, ao meu lado. Porque é agora que eu mais preciso e é agora o momento que mais pessoas se afastam de mim. Mas tudo bem, é como diz a frase de Caio Fernando de Abreu: 'Quis morrer de novo, engoli mais uma rejeição. Mas estou vivo, e sinto muito, vou continuar!' E com todos essas idas e vindas, me refugio nas lembranças e na espera de que tudo volte um dia a ser como era, ou que de alguma forma melhore e me faça melhorar. 'E faço das lembranças, um lugar seguro...'

E eu vou continuar (: