quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A caixinha da felicidade!

Funciona mais o menos assim: você acorda por algum motivo que não deveria existir, levanta e percebe que não tem o café da manhã que voce tanto queria tomar. Esse seria o principio de um dia que parece que não vai mais acabar. Sim, não adianta, o dia que voce levantou pra ficar estressada, você vai realmente se estressar. Seja com uma discussão familiar ou até mesmo com uma folha fora do lugar. Eu, particularmente, já me cansei de procurar desculpas pros meus ataques frenéticos que, vou deixar bem claro, não são tão frequentes quanto pareça. Tenho comigo a seguinte filosofia: hoje você vai acordar pra cuspir fogo, pra se irritar com qualquer pessoa mais chata que voce e pra chutar qualquer móvel que estiver na sua frente no ápice da raiva.
E ontem mesmo experimentei o delicioso sabor de um desses dias. Entrei no msn e encontrei ali a vítima, aquele que em algum momento de nossa conversa iria discordar de alguma das minhas opniões e pronto (BOOM), a fera foi solta. E como se não bastasse o meu celular acaba a bateria... e cadê o meu carregador, em? Ah sim, vale ressaltar aqui também uma das regras fundamentais do stress: coisas importantes sempre sumirão quando você mais precisar delas quando você estiver sob o efeito do stress. E porque comigo haveria de ser diferente, né? Resultado: Sem carregador = sem celular = incomunicável = Juliana super-hiper-mega estressada. Bom, seguindo esses fatos catastróficos não preciso também falar que machuquei o pé, recebi más notícias e tomei chuva (até porque isso deve acontecer com todo mundo em um bad day). Mas em um certo ponto do dia eu percebi que precisava sair daquela onda maligna de stress, preciva me libertar (fala que eu te escuto!). O que eu fiz e o que recomendo? Vá até o supermercado mais próximo com alguma quantia em dinheiro, ande pelas gôndolas olhando atentamente cada produto e imaginando-o sendo vítima de seus desejos alimentícios mais profundos. Pronto, foi o que eu fiz. Sai do supermercado carregando uma caixa de sucrilhos e um grande (e até então desaparecido) sorriso no rosto. Batizei aquela caixinha ali como 'minha caixinha de felicidade'.
Quando cheguei em casa eu fui pensar sobre o meu dia cheio de momentos caóticos. E olha só, percebi que o que mais me estressou foi realmente o fato de eu estar estressada. Não consigo aceitar o fato de que tudo me irrita de tal maneira que me tira do sério, e isso, me faz ficar mais estressada ainda. E o que mais me surpreendeu foi que achei o meu alívio em uma caixa de sucrilhos, quer dizer né...
Então é isso, o que tirei desse dia é que: ficar sem celular me irrita, ficar estressada me estressa e que sempre vou achar a saída em alguma coisa que esteja com muita vontade de comer. E se continuar seguindo essas conclusões, daqui a 30 anos serei uma velha com cinco celulares, super estrassada por estar estressada e obesa. Não, pelo amor de Deus, não! Tchau, stress. (:

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