quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A música e o pensamento jovem.

Música. Pra mim, sem exagero nenhum, é essencial. E sinceramente, acho que pra muitas pessoas também. Música faz bem, ajuda o corpo e a alma e sobre a veracidade disso ninguém discute, já que é algo comprovado científicamente. Além dos variados benefícios oferecidos pela música também é variado a forma e batida nela contida. Hoje em dia escuta-se de tudo (sem nenhuma exceção). Quer escutar algo relaxante, aquelas músicas de deitar no sofá e se imaginar em uma praia totalmente deserta, só você, um coco e o sol? Tem. Quer ouvir uma música que vai fazer você se sentir uma pessoa sem índole nenhuma, que vai te tratar como um objeto sexual somente (a maioria das pessoas que ouvem músicas desse tipo é porque gostam ne) e vai descrever cada parte do seu corpo com adjetivos nenhum pouco delicados? Tem (infelizmente, na minha singela opnião). Quer ouvir uma música que te trás na memória momentos lindos passados ao lado de uma pessoa que você tanto amou e hoje não está mais com você? Tem (também popularmente conhecidas como 'música de corno') Quer ouvir uma música que falam palavras que parecem que foram sortiadas aleatoriamente sem nenhum sentido e enfileiradas de modo que virou uma melodia legal e um cantor foi lá e gravou mesmo assim? Tem. Quer ouvir uma música que a voz do cantor é um grande mistério e é escondida por baterias e baixos e solos de guitarra? Tem. Ok, já entendenram o que eu quero passar, certo? A variedade de músicas existentes. Mas pra cada variedade dessas, existem o público para tal. E o público hoje abordado são os histéricos, diversificados, diferentes e tão difíceis de descrever: jovens! Certo, se você está pensando 'ah, isso nem é difícil não!' é porque certamente não está pensando no geral, em todos os jovens. O que quero dizer, é que não adianta eu falar trinta anos sobre como eu odeio funk se para outros ele faz algum sentido, desperta alguma emoção (como, meu Deus?). Não adianta eu me perguntar como os jovens são tão conformados musicalmente que não procuram algo além de Justin Bieber ou Restart, se existem sim, jovens que choram com a letra de tais cantores. A coisa aqui é que precisamos admitir que não exite alguém certo ou errado, existem os gostos musicais. E só. Sim, afirmando isso, também estou dizendo que músicas de rock paulera são interessantes, funks também, clássico também, jazz também, pop também... enfim, as músicas são igualmente apreciadas por pessoas diferentes. O que podemos fazer aqui é, sem tirar a importancia dos demais estilos, analisar o tipo de música mais ouvido pelos jovens (e deixar bem claro, que não faço parte dessa maioria - não completamente). Ok, se formos analisar o jovem baseando-nos nas músicas que ouvem, descobriremos (não com muita surpresa) que são pessoas sensíveis e que dá um valor imenso ao amor. Sim, é o amor o principal protagonista dessas melodias melosas e sofridas. 'Ah, você se foi e depois disso o meu mundo desabou', 'você é tudo que eu tenho, sem você prefiro morrer' ou 'eu vou te esperar pra onde quer que eu vá' são frases comuns em músicas assim. O que nos leva a pensar que mais pra frente estaremos sentados em frente a TV, assistindo ao jornal anunciar mais uma pesquisa do IBOPE falando sobre o brusco aumento da taxa de suicídio jovem no país. Se não se matarem pela a pessoa que os deixaram, vão se matar pelo cantor que nem dá bola. Isso mesmo, além de pessoas altamente infectadas pelo o vírus do amor, são também pessoas que depositam no famoso e estiloso e tão desejado cantor a imagem de homem/mulher perfeita. E tem o seu pequeno mundinho destruído quando descobrem que o ídolo nem sabe da sua existencia. Triste fim para um jovem, não? Mas para muitos outros, músicas representam fases. A fase roqueira (de usar pulseirinhas pretas e uma crosta de lápis nos olhos), a fase pop (de usar coisas descoladas e que lembram a Avril Lavigne), a fase emo ('colorido' resume ne?)... enfim, fases em geral, e que por ser fase haverá um dia que ela irá embora (ou se não, será uma fase eterna). Bom, esse será um texto sem conclusão nenhum, uma vez que a conclusão deveria apontar uma saída, uma luz no fim do túnel, certo? Mas é que, concordando ou não com todos os estilos musicais, não há nenhum problema aqui. 'Gosto' é um assunto que não cabe discussão ou imposição de opinião. Cada um tem o seu e pronto. Talvez sim, haja o problema do exagero, do fanatismo com o cantor ou banda, de não saber diferenciar o seu mundo com o dele. Mas isso não é um problema meu (haha, eu sei que sou miserável e que o Ryan Tedder nunca vai saber que sou extremamente apaixonada por ele e por sua capacidade incrível de escrever músicas que me chamam a atenção! :/) e espero que o poder do 'senso' em cada jovem os faça sair dessa fase horrível e vergonhosa pela qual estão passando. Então, queridos amigos jovens, coloquem seu fone nos ouvidos(porque ninguém merece música coletiva),mantenham bem rente ao chão os seus lindos pés e curtam as músicas que esse vasto poder cultural nos deu.

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