Um beijo pro meu pai [e pra Xuxa] que mostra todo o seu amor por mim com brigas constantes e ataques frenéticos de preocupação desnecessária. E que, vale ressaltar, está na roça. Porque se não outra razão pra eu estar tranquilamente na Internet às três da manhã? (: Love u, daddy.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Dezenove com cara de dezenove.
Eram 22:00 horas do dia 06 de Janeiro. Estava eu prontinha, de salto alto, perfume exalando [momento: eu escuto pagode] quando vem aquela pergunta paterna tão temida 'onde é que você tá indo em, ju?'. 'Ah, pai to indo ali sair com as meninas' 'mas você tá saindo demais, todo dia! Não para mais em casa, nunca vi..' prooonto, iniciou toda aquela discussão onde você - uma pessoa de 19 anos- tenta explicar pra uma pessoa que está na quinta década de vida que isso é normal entre os seres jovens e que você - por mais increça que parível - tem juízo suficiente para enfrentar toda uma noite de balada [balada? quem é que tá na quinta década de vida mesmo?]. Mas leve em consideração que ele é pai e mesmo que eu saia uma vez na semana na cabeça dele eu estarei saindo três vezes e chegando de madrugada todos dias [Pais, quando se fala de filhos, sempre vêem um elefante quando olham pra uma formiga, né?]. Discussão terminada com alguns aborrecimentos da minha parte e com alguma irritação da outra eu finalmente alcancei o botãozinho da felicidade, o botãozinho que abria o portão de casa. Eu sai, me diverti pra caramba mas a minha cabeça ainda tinha ficado naquela briguinha com o meu pai mais cedo. Não me conformei de maneira nenhuma como ele não entendia o meu lado de 'hello, eu sou jovem e é isso que pessoas jovens fazem: elas saem com um pouco mais de frequência.' A minha filosofia de vida é a seguinte: durante a sua vida inteira você terá idades diferentes [óbvio] e cada idade que você terá irá exigir algum certo tipo de atitude ou de comportamento. Tem dia que eu paro pra olhar os meus pais com os amigos deles sentados na mesa bebendo e conversando civilizadamente e acho meio sem graça. Não que eu goste das coisas bagunçadas mas é que é legal você fazer umas festas onde o som ultrapasse o volume normal e que as pessoas dancem. Mas não recrimino eles não porque na idade deles essa rodinha monótona e sem graça é o legal, o radical, o rock 'n roll [¬¬']. Até porque acho uma visão um tanto quanto estranha ver os meus pais dançando loucamente enquanto bebem em alguma boate. Então enquanto eu tiver os meus lindos 19 anos eu continuarei agindo como se eu os tivesse. Porque pra que eu vou agir como se eu tivesse 40 anos se quando eu tiver 40 eu não vou poder agir como se tivesse 19? Não faz sentido nenhum, certo? Saio quase todo dia mesmo, escuto som alto mesmo, tenho preguiça de limpar a casa mesmo, fico muito tempo na Internet mesmo, mas lógico, tudo dentro das possibilidades e enquanto ainda posso e vou fazer isso até que um dia eu ache isso chato ou errado [o que vai indicar que estarei ficando mais velha e mais chata]. Só queria que meu pai confiasse mais em mim, sem aquelas histórinhas de 'onde você vai uma hora dessa?' e blá blá blá. Conversando com a minha mãe ela disse que ele só fala isso porque ele se preocupa comigo. Vai ser sempre essa a desculpa deles, pô? E numa boa, eu sei que é verdade é só preocupação e cuidado comigo [gracinha *-*]. Mas tá ai né, eu sou jovem e jovens não entendem muito bem essas preocupações de pais, mas porque não está na hora de entender [não sem antes se perguntar mil vezes 'como é que pode ser tão chato assim?']. Quem sabe quando eu for uma mãe eu realmente entenda como preocupar e encher a paciência são a mesma coisa, né? Até lá, [e que esse até lá dure bastante tempo] vou continuar saindo com mais frequência e fazendo coisas que eu gosto de fazer e na maioria das vezes vou ter que explicar pro meu pai tudo isso, outra e outra vez. Mas, paiê, relaxa vai... cadê aquela velha frase compreensível: te entendo, eu já tive a sua idade um dia.
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