Isso me faz pensar em como nossa vida deveria ou poderia ser. Há pessoas que não se interessam muito com os outros, que não veem nada além do próprio nariz e que ligou o 'foda-se' a muito tempo pra certas preocupações diárias. Porém, é certo que essas pessoas não conseguem ser assim por inteiro. Não conseguem fazer do seu egoísmo um refúgio onde suas preocupações ou consequências por algumas de suas atitudes não existam.
Definitivamente, é importante se preocupar com o próximo, mas é que preocupação em excesso às vezes é um saco. Eu, pessoalmente, fico parada em certos pontos por medo de magoar alguém por algo que eu possa fazer. E o pior de tudo é que deixo de fazer o que quero fazer pra fazer o que deveria (pressionada pela pessoa, pela circunstância ou pelo momento) fazer. E isso é realmente insuportável, uma vez que a pessoa que causa todo esse alvoroço não esteja em situação de extremo desespero semelhante ao seu. E sei que isso é meio estranho e até pode acontecer só comigo, mas é nessas horas que eu gostaria que a vida fosse somente um grande pacote de miojo. Prática, sem precisar de cabeça doendo pra ser feita, sem ter que preocupar com qualquer outra coisa, só o seu miojo.
Sinceramente, considere isso como um 'enchi o saco' porque normalmente o difícil e o desafiador costumam me ser atraentes. Mas que é certas coisas estão martelando demais, e isso fez um calo enorme na minha paciência. Ter opções e não poder usa-las para não magoar alguém que se gosta é proporcionalmente angustiante a fazer o que se quer e magoar quem se gosta. E fora a questão sentimental, quantas outras coisas a praticidade iria simplesmente ser perfeita? Respira fundo, conta três minutos, pronto passou!
E como eu mesma disse sobre o excesso de preocupação, também acho que tudo que é demais passa. Sendo classificada como contraditória ou não (tá na bio, já leu?), também acho que algumas dificuldades, desafios e quebra-cabeças aqui e ali não fazem mal a ninguém.
É como comer miojo todo dia. Enjoa.
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